#774 – O Método de Singapura no Ensino da Matemática

13 Mai

CURSO DE FORMAÇÃO

O Método de Singapura no Ensino da Matemática

Curso de formação creditado CCPF/ACC – 139154/26

15 horas
Formadora: Sónia Bastos

Destinatários: docentes dos grupos 100, 110 educação especial

Calendarização: 2, 3 e 5 de junho de 2026, das 14h30 às 18h30 [3 horas de trabalho prático e individual

Local: Sede do Sindicato dos Professores da Madeira

Modalidade: Presencial

Justificação

Os estudos internacionais que avaliam o desempenho dos alunos a Matemática mostram que Singapura é claramente um caso de sucesso. Surge, então o Método de Singapura no ensino da matemática, no qual se destacam três teorias edificadoras:

  1. A abordagem Concreto-Pictórico-Abstrato (CPA), que remonta aos trabalhos do psicólogo americano Jerome Bruner, que consiste num cuidado faseamento na passagem de casos concretos ao pensamento abstrato;
  2. Os estudos sobre o princípio de variabilidade desenvolvidos pelo educador matemático húngaro Zoltán Dienes, que apontam para a necessidade da utilização de diversos exemplos e contextos na aprendizagem de um conceito, assim como múltiplas representações;
  3. As ideias defendidas pelo psicólogo inglês Richard Skemp, que sublinham a importância de se estabelecer conexões e de se compreender as relações matemáticas e a sua estrutura, de forma a alcançar um conhecimento profundo e duradouro das matérias.

Tudo isto acontece de forma integrada e é dada grande importância à estrutura (ordem), à oralidade e às concretizações/esquematizações. Toda a estratégia consiste em permitir que as crianças apreendam bases matemáticas fundamentais, tanto ao nível procedimental, como – e em simultâneo – ao nível conceptual. Usam-se objetos reais, tornando a abordagem mais apelativa, por ser muito visual e também auditiva.

 Consideramos que esta formação é uma mais-valia para a formação contínua dos docentes.

Objetivos

• Fomentar a reflexão sobre os novos papéis e funções do professor no ensino da Matemática.

• Refletir sobre a importância do professor na construção de saberes e na valorização dos processos de raciocínio, de resolução de problemas, de desenvolvimento do sentido espacial e de visualização e experimentação.

• Desenvolver nos professores uma atitude favorável à utilização de diferentes atividades de caráter experimental, assim como de diferentes materiais;.

• Estimular e proporcionar aos professores um espaço de partilha e reflexão sobre experiências vividas na matemática.

Conteúdos

Os conteúdos programáticos a abordar respeitam, nas suas diversas vertentes, o perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória e as Aprendizagens Essenciais (AE), enquanto Referenciais Curriculares, e as Orientações curriculares para o Pré-escolar.

1. Abordagem aos documentos oficiais de referência  para o ensino da matemática (1 hora).

2. O Método de Singapura:

2.1. A abordagem Concreto-Pictórico-Abstrata: caminhada pedagógica na passagem dos casos concretos ao pensamento abstrato (3 horas).

2.2. Princípio da variabilidade: exemplos, conceitos e representações (3 horas).

2.3. Percurso pedagógico para aquisição de conhecimentos dos conteúdos matemáticos (3 horas):

2.3.1.Estabelecimento de conexões;

2.3.2. Relações matemáticas e a sua estrutura.

3. Tarefas matemáticas a ser implementadas nos primeiros anos de vida das crianças (2 horas e trinta minutos)

4. Análise da abordagem feita ao Currículo Português, na série de livros “Viva a Matemática (2 horas e trinta minutos).

Metodologia da Formação

As sessões serão de caráter teórico-prático, abordando os seguintes aspetos:

•Apresentação, análise e discussão dos temas, tópicos e subtópicos, objetivos de aprendizagem, capacidades e atitudes e práticas essenciais de aprendizagem, bem como ações estratégicas de ensino.

• Análise da série de livros portugueses “Viva a Matemática!”, que seguem o currículo português

Avaliação dos Formandos

A avaliação será individual, qualitativa e quantitativa, expressa numa escala numérica de 1 a 10 valores, nos termos previstos na Carta Circular CCPFC – 3/2007, de setembro de 2007, do Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua, de acordo com a seguinte tabela:

Excelente – de 9 a 10 valores;

Muito Bom – de 8 a 8,9 valores;

Bom – de 6,5 a 7,9 valores;

Regular – de 5 a 6,4 valores;

Insuficiente – de 1 a 4,9 valores

Os formandos serão avaliados de acordo com os seguintes critérios:

– Participação e empenho – 30%

– Trabalhos em pequeno e grande grupo– 40%

– Trabalho individual final  – 30%

Bibliografia

  • Ministério da Educação e Ciência – DGE (2017). Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória. Lisboa
  • Ministério da Educação e Ciência – DGE (2021). Aprendizagens essenciais – Ensino Básico. Lisboa
  • Ministério da Educação e Ciência – DGE (2016). Orientações curriculares para o Pré-escolar. Lisboa
  • Carvalho, A., Santos, C., Pestana, I. (2018)Viva a Matemática!, 1.ºano. APECEF – Associação para a Educação, Cultura e Formação. Principia Editora, Cascais
  • Carvalho, A., Santos, C., Pestana, I. (2018)Viva a Matemática!, 2.ºano. APECEF – Associação para a Educação, Cultura e Formação. Principia Editora, Cascais
  • Carvalho, A., Santos, C., Pestana, I. (2018)Viva a Matemática!, 3.ºano. APECEF – Associação para a Educação, Cultura e Formação. Principia Editora, Cascais
  • Carvalho, A., Santos, C., Pestana, I. (2018)Viva a Matemática!, 4.ºano. APECEF – Associação para a Educação, Cultura e Formação.  Principia Editora, Cascais

Inscreva-se aqui: https://www.spm-ram.org/spm_onsite/index.php?r=inscricao/create&id=774

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