Bem-estar docente: um caminho para o sucesso educativo

19 Jul

15 horas validadas pela DRE

CARGA HORÁRIA

1ª turma:

  • 10/09/2022 09:00 – 10/09/2022 14:00
  • 17/09/2022 09:00 – 17/09/2022 14:00
  • 24/09/2022 09:00 – 24/09/2022 14:00

2ª turma:

  • 01/10/2022 09:00 – 01/10/2022 14:00
  • 08/10/2022 09:00 – 08/10/2022 14:00
  • 15/10/2022 09:00 – 15/10/2022 14:00

FORMADORA

Sofia Henriques

DESTINATÁRIOS

Docentes de todos os grupos disciplinares

JUSTIFICAÇÃO

       Sentir-se na pele de um professor realizado e empenhado, é seguramente meio caminho andado para o sucesso educativo em toda a sua plenitude. Urge a necessidade de oferecer uma viagem focada na prevenção primária e no desenvolvimento de competências, com destino a um maior bem-estar psicológico e a uma vida feliz.

O papel do professor na sociedade atual é simultaneamente desafiante e stressante. Esta ambivalência manifesta-se de modos muito diversos. Do professor, espera-se que eduque, que forme, que oriente, mas também que exerça, em muitas ocasiões, funções tradicionalmente atribuídas às famílias. Esta responsabilidade, aliada às elevadas exigências cada vez mais complexas, às mudanças e reformas dos planos de estudos e à reestruturação do sistema educativo, estão a converter a docência numa profissão de risco de esgotamento físico e mental.

Esta é, de facto, uma problemática dos nossos dias e que parece atingir de modo particular os professores portugueses. De acordo com o estudo de Cruz (1989) mais de metades dos docentes inquiridos (64%) referem níveis significativos de stress. Mais recentemente, na investigação realizada por Marques Pinto (2000) com uma amostra de 777 docentes, os resultados revelam que 54% dos inquiridos percecionam a sua profissão como uma atividade muito ou extremamente geradora de stress.

O Instituto de Prevenção do Stress e Saúde Ocupacional (IPSSO) procedeu a um estudo de âmbito nacional em que participaram 2108 professores e verificou que um em cada três docentes sente que a sua profissão é stressante (Cardoso, Araújo, Ramos, Rute, Gonçalves, & Ramos, (2000). Os modelos teóricos que tentam explicar o stress, o Modelo Transacional apresentado por Lázarus e Folkman (1984) citado por Sousa 2007) é o que melhor fundamenta a presente investigação, tendo sido o modelo mais privilegiado na maioria das investigações acerca do stress em contexto laboral (Ernesto, 2008). Segundo este modelo, o stress é um processo complexo que despoleta uma perturbação na relação do sujeito com o seu ambiente de trabalho, relação sobre a qual o coping assume marcadamente uma postura de manifestação (Ernesto, 2008). Neste âmbito, o stress situa-se na esfera das transações entre os indivíduos e o ambiente. No contexto profissional dos professores, a concetualização da perspetiva transacional encara o stress na profissão docente como resultado das relações dinâmicas que se estabelecem entre os stressores do contexto de trabalho e os recursos de que o professor dispõe para lidar com estes desafios (Jesus, 2002; Lazarus & Folkman, 1984).

Mediante esta realidade torna-se urgente ajudar os professores a saber gerir melhor o stress, delineando as suas próprias estratégias de defesa e sentindo-se assim menos agredidos pelos agentes stressores. Só assim poderão lidar mais facilmente com as constantes exigências profissionais também elas geradoras de stress, conduzindo em alguns casos ao aparecimento de burnout.

CONTEÚDOS

1. Que tipo de docente sou eu? (8 Horas)

1.1. O estilo do docente

1.2. Os pilares de uma auto-estima saudável

2. O docente em stress (4 Horas)

2.1. Natureza do stress

2.2. Consequências do stress

2.3. Burnout

3. O bem-estar psicológico do docente (3 Horas)

3.1. A mudança pessoal

3.2. A mudança profissional

METODOLOGIA DA FORMAÇÃO

Esta formação encontra-se dividida em 3 partes: “Que tipo de docente sou eu?”, “O docente em stress” e “O bem-estar psicológico do docente”.

Todas as sessões serão teórico/práticas, privilegiando os métodos centrados no envolvimento ativo (cognitivo e motivacional) dos formandos no processo de aprendizagem.

A componente teórica será auxiliada por diapositivos e a componente prática por atividades, dinâmicas, testes de auto-diagnóstico, jogos pedagógicos, histórias, vídeos… A componente prática poderá ser realizada ora individualmente ora em grupo. Iniciaremos a formação com uma dinâmica de apresentação “Quem sou eu?”.

Na primeira parte da formação “Que tipo de docente sou eu?” serão abordadas as competências do Autoconhecimento e da Autoestima. Começaremos por apresentar um vídeo “Ser Professor” que demonstra o importante papel que os docentes desempenham na sociedade. Os formandos serão convidados a realizarem individualmente diversas atividades que irão permitir o desenvolvimento das competências referenciadas acima: “Avalio a minha auto-eficácia”, “A minha história”, “As minhas emoções”, “Forças e Vulnerabilidades”, “Como tornar um dia perfeito?”, “Elogio Assertivo”, “Sinto-me autoconfiante…” e “Quando eu era criança…”.

Relativamente à segunda parte da formação, “O docente em stress”, iremos incidir sobre a natureza do stress, as causas, as consequências e ainda abordaremos o Burnout. Os docentes serão convidados a visualizar o vídeo “O valor de ser Educador” e a realizar diversas atividades de modo a tomarem consciência do seu nível de stress e as causas do mesmo: “Como reajo a situações de stress?”, “Stress Profissional” e “Factores Positivos e Negativos”.

Na terceira parte iremos debruçar-nos sobre a promoção do bem estar psicológico do docente, apostando nas mudanças pessoais e profissionais. Será apresentado o vídeo “Paciência (A vida é tão rara)” e os docentes realizarão algumas atividades “O que mudar / Como mudar”, “Exercício de Relaxamento e Consciência Corporal”, “Construindo Imagens Mentais”, “Lista de Tarefas”, “Lista de Prioridades” e “Caixa de Auto-Cuidados”.

Esta será a metodologia adotada ao longo da Formação tendo como objetivo munir os docentes de técnicas, estratégias e competências que permitirão uma melhor gestão individual e organizacional do stress.

AVALIAÇÃO DOS FORMANDOS

A avaliação será realizada da seguinte forma: 

A avaliação será individual, qualitativa e quantitativa, expressa numa escala numérica de 1 a 10 valores, nos termos previstos na Carta Circular CCPFC – 3/2007, de setembro de 2007, do Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua, com a seguinte classificação de referência:

1 a 4,9 valores – Insuficiente

5 a 6,4 valores – Regular

6,5 a 7,9 valores – Bom

8 a 8,9 valores – Muito Bom

9 a 10 valores – Excelente

A ação será avaliada, tanto pelos formandos como pelos formadores, através de questionários próprios.

Participação – 30% (frequência, pertinência, capacidade de reflexão – exemplos de situações de stress, sugestões de resolução…);

– Empenho – 30% (interesse demonstrado nas temáticas, motivação para a aplicação dos conhecimentos adquiridos na sua prática pedagógica e propostas de intervenção); – Trabalho Final – 40% (reflexão crítica que evidencie as aprendizagens efetuadas em contexto de formação).

BIBLIOGRAFIA

– CUNHA, P., & MONTEIRO, A. P., (2018), Gestão de conflitos na escola,  Pactor, Lisboa.
– FERREIRA, A. L. F. et al., (2018), Gestão de conflitos em sala de aula, Coisas de Ler, Lisboa.
– CUNHA, P., & MONTEIRO, A. P., (2018), Gestão de conflitos na escola,  Pactor, Lisboa.

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