AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM. DA COMPREENSÃO DO CONCEITO À PRÁTICA DE UMA AVALIAÇÃO MAIS ABRANGENTE E JUSTA

28 Jul

FORMAÇÃO CREDITADA PELO CCPFC

CARGA HORÁRIA

25 HORAS

1, 2, 8 de setembro: 14h0-18h00

9, 10 de setembro: 14h30 – 18h00

4, 18 de setembro : 9h30 – 12h30

MODALIDADE

Presencial

FORMADORA

Ângela Silva

JUSTIFICAÇÃO

   A natureza do processo avaliativo, que o reduz à sala de aula e responsabiliza cada docente, apenas ganha visibilidade quando os professores são chamados a apresentar juízos avaliativos, confluindo, então, a disparidade dos mesmos, que indiciam não só a polissemia do conceito de avaliação mas também, e sobretudo, práticas avaliativas profundamente contrastadas – umas extremamente redutoras, outras bastante diversificadas e abrangentes – reveladoras dessa desigualdade no modus operandi dos profissionais da educação e que, se por um lado se ligam aos modelos de ensino-aprendizagem que são desenvolvidos, por outro lado, também se prendem com a (quase) ausência de reflexão e de debate, nos grupos disciplinares e nas escolas, sobre esta dimensão transversal a todos os docentes, qualquer que seja a natureza da disciplina que lecionem.


  Por mais esforços que as lideranças desenvolvam no sentido de uniformizar, burocraticamente, as práticas avaliativas, só é possível praticar uma avaliação abrangente e justa, quando houver uma compreensão generalizada do alcance que o conceito de avaliação encerra, priorizando e desenvolvendo uma avaliação de cariz formativo, envolvendo ativamente cada aluno/a e responsabilizando-o/a pelo seu próprio processo de ensino-aprendizagem. Nesta medida, é urgente adotar um olhar diferente em relação aos tradicionais instrumentos que são utilizados na avaliação das aprendizagens, rentabilizando-os formativamente.

DESTINATÁRIOS

Docentes dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e de Educação Especial

CONTEÚDOS

1-Polissemia do conceito de avaliação (1 hora),
2-As quatro gerações da avaliação (3 horas).
3- As funções da avaliação (1,5 horas).
4- As modalidades de que se reveste a avaliação (1 hora)
5- Os modelos de ensino-aprendizagem privilegiados e as características da avaliação desenvolvida (2 horas).
6- As características da avaliação plasmada na legislação em vigor (2 horas).
7- Avaliação sumativa – construção e aplicação de testes (1 hora)
8- Características da avaliação promotora da aprendizagem e instrumentos de avaliação com potencialidades formativas: o Relatório, o Portefólio e o Teste em duas fases (3,5 horas).
9-Construção e apresentação de um instrumento de avaliação que potencie a natureza formativa da avaliação, para além da sua função sumativa (10 horas.

METODOLOGIA DA FORMAÇÃO

A ação de formação será desenvolvida em duas partes: uma parte teórica e uma parte prática.

* Metodologia da parte teórica:
– Recolha de informação sobre as conceções e práticas individuais de avaliação (aplicação de um questionário);
– Exposição dos conteúdos propostos com recurso às conceções de vários investigadores portugueses e estrangeiros;
– Leitura de documentos e formação de opinião sobre eles;
– Debate sobre os conceitos apresentados.

*Metodologia da parte prática
– Construção de um instrumento de avaliação capaz de possibilitar o desenvolvimento da sua função formativa, geradora de mais e melhor aprendizagem.
– Apresentação e debate sobre as potencialidades dos instrumentos de avaliação construídos.

AVALIAÇÃO DOS FORMANDOS

A avaliação será individual, qualitativa e quantitativa, expressa numa escala numérica de 1 a 10 valores, nos termos previstos na Carta Circular CCPFC – 3/2007, de setembro de 2007, do Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua e com base nos seguintes critérios:

•A avaliação dos formandos abarcará o processo de desenvolvimento da ação e o produto do trabalho realizado, incidindo na dimensão individual do seu desempenho bem como na qualidade do trabalho de cada grupo.
•Ao longo da apresentação dos conteúdos da ação, serão recolhidos dados individuais sobre o interesse e a participação evidenciados nas temáticas apresentadas (50%).
•Como produtos, serão apreciados os instrumentos de avaliação construídos (em trabalho de grupo), bem como as reflexões, breves e individuais, sobre a temática da ação de formação (50%).

BIBLIOGRAFIA

Lang, P. (2000). Jean Houssaye, Le triangle pédagogique. In: http://ressources-crpe.com
Fernandes, D. (2006). Para Uma Teoria da Avaliação Formativa. In: Revista Portuguesa de Educação; nº 19 (2), pp. 21-50.
Pinto, J. & Santos, L. (2006). Modelos de Avaliação das Aprendizagens. Lisboa: Universidade Aberta
Pinto, J. (no prelo). A Avaliação em educação: Da linearidade dos usos à complexidade das práticas.
Amante, L. & Oliveira, I. (2016). Avaliação das aprendizagens: Perspetivas, Contextos e Práticas. Lisboa: Universidade Aberta.

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