#773 – Desafiar a mente: superar desafios matemáticos

14 Ago

Creditada pelo CCPFC
Formadora: Sónia Bastos
Carga horária: 15 horas
Destinatários: docentes dos grupos 100, 110 educação especial
Calendarização: 26, 27 e 28 de outubro: das 14h30 às 18h30 [3 horas de trabalho prático e individual]

Local: Sede do Sindicato dos Professores da Madeira

Modalidade: Presencial

Inscreva-se aqui: https://www.spm-ram.org/spm_onsite/index.php?r=inscricao/create&id=773

Justificação

Os desafios matemáticos desempenham um papel fundamental no desenvolvimento das competências matemáticas e no estímulo ao gosto pela matemática. Potenciam o desenvolvimento do pensamento crítico e da resolução de problemas, pois colocam os alunos em situações que desativam a análise, a avaliação e a formulação de soluções, encorajando-os a explorar diferentes estratégias. Jerome Bruner, um dos grandes defensores da aprendizagem por descoberta, argumenta que os alunos aprendem de forma mais eficaz quando são incentivados a explorar, descobrir e criar o seu próprio entendimento dos conceitos. Os desafios matemáticos criam oportunidades para os alunos experimentarem e explorarem, permitindo-lhes descobrir padrões e relações entre diferentes conceitos matemáticos. Esse processo de descoberta promove uma aprendizagem ativa, em que os alunos se tornam protagonistas do seu próprio conhecimento. Além disso, a resolução de desafios desenvolve o raciocínio intuitivo, uma competência que, segundo Bruner, é essencial para a compreensão dos conceitos científicos e matemáticos.

Proporcionar aos alunos desafios adequados à sua capacidade pode aumentar a sua motivação intrínseca, levando-os a gostar mais da matemática. Quando os alunos superam um desafio matemático, experimentam uma sensação de competência e de realização pessoal, o que reforça a sua autoestima e interesse na disciplina.

Um outro aspeto a considerar é o desenvolvimento de competências sociais. Embora a matemática seja muitas vezes vista como uma atividade individual, os desafios matemáticos também podem promover a colaboração, trabalho em equipa, o diálogo e a partilha de ideias.

Objetivos

  • Fomentar o enquadramento das aprendizagens essenciais numa perspetiva de gestão curricular, de forma flexível;
  • Desenvolver o pensamento/raciocínio crítico e lógico;
  • Promover a resolução de problemas;
  • Fomentar a autonomia e persistência;
  • Estabelecer conexões com situações do dia-a-dia;
  • Estimular a criatividade;
  • Promover o gosto pela matemática;
  • Compartilhar ideias, ouvir perspetivas diferentes e construir soluções em grupo/equipa;
  • aprofundar a compreensão dos conceitos matemáticos.

Conteúdos

1. Aprendizagens Essenciais de Matemática enquanto elementos do Referencial Curricular (1 hora)

1.1. Enquadramento das Aprendizagens Essenciais no currículo nacional.

1.2. Articulação entre AE, progressão das aprendizagens e desenvolvimento das capacidades matemáticas.

1.3. Implicações para a planificação, seleção de tarefas e acompanhamento das aprendizagens.

2. Exploração de Desafios Matemáticos nos Domínios Números, Álgebra, Geometria e Dados (3 horas)

2.1. Desafios matemáticos como estratégia de aprofundamento conceptual.

 2.2. Análise e resolução de desafios em pequenos grupos e grande grupo.

2.3. Exploração de diferentes representações matemáticas (tabelas, diagramas, esquemas, modelos).

2.4. Comunicação matemática: descrição de processos, justificações e argumentação.

2.5. Pensamento computacional aplicado à resolução de problemas.

2.6. Raciocínio matemático: identificação de padrões, generalizações e relações.

2.7. Conexões matemáticas: articulação entre conceitos, procedimentos e diferentes domínios.

Metodologia da Formação

As sessões serão de caráter teórico-prático, abordando os seguintes aspetos:

exposição e divulgação de desafios matemáticos que possam ser explorados, analisados e resolvidos em pequenos grupos e no grande grupo.

Avaliação dos Formandos

A avaliação será individual, qualitativa e quantitativa, expressa numa escala numérica de 1 a 10 valores, nos termos previstos na Carta Circular CCPFC – 3/2007, de setembro de 2007, do Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua e com base nos seguintes critérios: 

Excelente – de 9 a 10 valores;

Muito Bom – de 8 a 8,9 valores;

Bom – de 6,5 a 7,9 valores;

Regular – de 5 a 6,4 valores;

Insuficiente – de 1 a 4,9 valores

Serão avaliados, ainda, os seguintes critérios:

– Participação Individual/Grupo – 40%

– Empenho – 30%

– Qualidade e adequação dos trabalhos desenvolvidos – 30%

A avaliação será individual e quantitativa, expressa numa escala numérica de 0 a 10 valores, com base nos critérios definidos. Esta avaliação será contínua e basear-se-á na participação, intervenção e aplicação dos formandos nas tarefas propostas ao longo das sessões, bem como na qualidade dos trabalhos produzidos.

Bibliografia

Passatempos lógicos e matemáticos (2014). Book.it

– Maia, João e outros. Desafios Matemáticos – 4.º ano de escolaridade. Porto Editora

– Ministério da Educação e Ciência – DGE (2017). Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória. Lisboa

– Ministério da Educação e Ciência – DGE (2021). Aprendizagens essenciais – Ensino Básico. Lisboa

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