PERTURBAÇÕES DO ESPECTRO DO AUTISMO: UMA FORMA DIFERENTE DE VER, SER E SENTIR O MUNDO

27 Jul

CARGA HORÁRIA

25 HORAS

10,17, 24 de setembro: 14h30 – 19h30

11 de setembro e 2 de outubro: 09h00 – 14h00

MODALIDADE

Presencial

FORMADORA

Ângela Freitas

JUSTIFICAÇÃO

       Pretende-se elucidar os docentes sobre as principais características dos alunos com Perturbações do Espectro do Autismo. Para além disso, serão analisados e discutidos casos práticos e estudos de caso de discentes com esta problemática apresentando possíveis formas de intervenção que os docentes podem adotar para ajudar estes alunos dentro e fora da sala de aula.

     Esta formação não só clarifica o conceito de Perturbações do Espectro do Autismo (PEA), mas também, disponibiliza aos professores toda uma panóplia de estratégias práticas de avaliação e intervenção que lhes permitam adaptar de forma mais eficaz as suas estratégias de ensino-aprendizagem e responder adequadamente às reais necessidades educativas dos seus alunos. Desta forma, a iniciativa pretende facultar aos docentes (in)formação que lhes permita promover a mudança de práticas pedagógicas e procedimentos em relação a alunos que apresentam ou venham a apresentar dificuldades relacionadas com as PEA. Além disso, esta ação pretende transmitir conteúdos atualizados sobre as Perturbações do Espectro do Autismo; promover a aquisição de conhecimentos teóricos e práticos da avaliação e intervenção nas PEA e fornecer estratégias de intervenção: ensino estruturado, comunicação, linguagem, modificação de comportamento e a família.

DESTINATÁRIOS

Docentes de todos os grupos disciplinares

CONTEÚDOS

1. Introdução (30 min.)

 – Apresentação da formadora e dos formandos.

 – Apresentação e explicitação das modalidades de avaliação e dos conteúdos a abordar ao longo da formação.

 – Questões prévias fundamentais.

2. Perturbações do Espectro do Autismo (8 horas)

– Definição

– Etiologia

– Causas, sintomas e sinais de alerta

– Características gerais do comportamento autista

– Critérios de diagnóstico (DSM-V)

– Perturbações e características associadas

 – Características específicas da idade e género

 – A avaliação e a sinalização das PEA

 – Questionários e escalas utilizadas para o diagnóstico.

 – Necessidades educativas da pessoa com PEA desde a infância até à idade adulta

4. Estratégias de intervenção (pedagógica e comportamental) nas Perturbações do Espectro do Autismo (7h30)

   – Estratégias de intervenção precoce no Autismo;

   – Estratégias para a adaptação do aluno com autismo a um novo espaço;

   – Estratégias para a educação Pré-escolar;

   – Estratégias de intervenção para 1.º, 2.º, 3.º Ciclos;

   – Estratégias para promover as aprendizagens académicas;

   – Estratégias para a gestão da sala de aula e tarefas escolares;

   – Estratégias para o desenvolvimento da comunicação;

   – Estratégias para promover as competências sociais;

   – Estratégias para integrar alunos com PEA em grupos de brincadeiras;

   – Estratégias para ajudar a mudar comportamentos indesejados na sala de aula.

6. Trabalho prático final: Estudo de caso (7 horas)

  – Realização e apresentação do trabalho prático final de grupo

 Finalização (2 horas)

  – Conclusões, balanço das aprendizagens efetuadas e reflexão crítica final

 – Avaliação final da ação de formação e da formadora.

Número total de horas de formação: 25 horas

METODOLOGIA DA FORMAÇÃO

1. Exposição/Apresentação teórica e teórico/práticas.

2. Metodologia diversificada, privilegiando os métodos ativos centrados no envolvimento ativo (cognitivo e motivacional) dos formandos no processo de aprendizagem (ex.: brainstorming; dinâmicas de grupo; debates; reflexão partilhada; reflexão individual; trabalho de grupo e dramatizações).

   2.1. Trabalho individual.

   2.2. Trabalho a pares.

      2.2.1. Partilha de pontos de vista e apresentação das conclusões.

   2.3. Trabalho de grupo.

      2.3.1. Discussão em pequeno e em grande grupo.

Nas sessões, a componente teórica, com recurso a metodologias expositivas com suporte de meios audiovisuais, irá alternar com a componente prática, onde serão apresentados, pela formadora, materiais práticos e bibliografia de apoio, para análise, reflexão conjunta e realização de trabalhos (utilização e produção de materiais de intervenção educativa, de acordo com a realidade concreta de cada formando).

AVALIAÇÃO DOS FORMANDOS

A avaliação será individual, qualitativa e quantitativa, expressa numa escala numérica de 1 a 10 valores, nos termos previstos na Carta Circular CCPFC – 3/2007, de setembro de 2007, do Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua (Excelente – de 9 a 10 valores; Muito Bom – de 8 a 8.9 valores; Bom – de 6.5 a 7.9 valores; Regular – de 5 a 6.4 valores; Insuficiente – de 1 a 4.9 valores).    Os formandos serão ainda avaliados tendo em conta os seguintes parâmetros: Trabalho individual: 35% Trabalho de grupo: 25% Intervenções pertinentes: 10% Tarefas realizadas nas sessões: 15% Empenho global na ação: 15%.»

BIBLIOGRAFIA

Altieri, A., Farrerós, S. & Prats, J. (2011). Alumnado con trastorno del espectro autista. Col. Escuela inclusiva: alumnos distintos pero no diferentes. Editorial GRAÓ. España.
Antunes, Nuno Lobo e a equipa técnica do PIN (2019: 115-218). Sentidos. Alfragide: Lua de Papel.
Coelho, A.M. & Aguiar, A.I. (2011). Intervenção Psicoeducacional Integrada nas Perturbação do Espectro Autista: Um Manual para Pais e Professores. Porto: Edição de Autor.   Hewitt, Sally (2010). Compreender o Autismo – Estratégias para alunos com Autismo nas escolas regulares. Coleção Educação e Diversidade. Porto: Porto Editora.   Silva, M., & Mulick, J. (2009). Diagnosticando o Transtorno Autista: Aspectos Fundamentais e Considerações Práticas. Psicologia, Ciência e Profissão, 29 (1), 116-131.

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