Da flexibilização curricular à diferenciação pedagógica – Inscrições

19 Jan

FORMADORA

Professora Doutora Manuela Esteves

JUSTIFICAÇÃO

O conceito de flexibilidade curricular tem-se vindo a afirmar na realidade educativa portuguesa desde finais do séc. XX. Ele pressupõe uma conceção do currículo prescrito a nível nacional que conceda margens significativas de autonomia para a sua reinterpretação local por parte das escolas e dos professores, projetando e desenvolvendo percursos curriculares adaptados aos alunos concretos por forma a que se alcancem os ideais de uma escola inclusiva e de sucesso educativo para todos.
No corrente ano letivo, há já um conjunto de agrupamentos escolares e de escolas envolvido, a título voluntário, numa experiência pedagógica de autonomia e flexibilidade curricular (Despacho nº 5908/2017, de 5 de julho) que, entre outros aspetos, dá às escolas a responsabilidade de gerir 25% da carga horária semanal das matrizes curriculares-base.

A flexibilização do currículo implica, por outro lado, como condição sine qua non, a diferenciação pedagógica ao nível da turma, de há muito almejada mas de concretização pouco frequente nas escolas.

A assunção de responsabilidades no âmbito da flexibilização do currículo e da diferenciação pedagógica, por parte dos professores, não só não dispensa como impõe a existência de oportunidades de desenvolvimento das suas competências profissionais para sustentar cenários de ensino-aprendizagem de qualidade crescente nas nossas escolas de ensino básico e secundário.

Globalmente, esta ação de formação visa, pois, contribuir para o aprofundamento da profissionalidade docente nos planos da conceção, realização e avaliação de projetos curriculares de escola e de turma contextualizados em relação às especificidades do meio onde a escola se insere e dos alunos que a frequentam, mas, simultaneamente, sem perder de vista o perfil desejado do aluno à saída da escolaridade obrigatória de 12 anos e as aprendizagens essenciais que, ao longo desse percurso, devem ser realizadas.

DESTINATÁRIOS

Docentes de todos os setores e grupos disciplinares.

METODOLOGIA

Nesta ação haverá recurso à exposição, ao diálogo com e entre os participantes, e a atividades de trabalho individual e em pequeno grupo.
A componente prática será constituída pela produção, pelos participantes, de planos de intervenção – um, a nível de escola e um, a nível de turma – visando respetivamente a flexibilização do currículo e a diferenciação pedagógica.- Trabalhos individuais e em grupo (no local da ação);

CONTEÚDOS

  • Conceitos de flexibilidade curricular e de diferenciação pedagógica – principais perspetivas teóricas
  • Condições gerais e condições a nível de escola para a flexibilização do currículo
  • A experiência pedagógica de autonomia e flexibilidade curricular em curso no presente ano letivo
  • Perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória
  • Aprendizagens essenciais
  • Variantes da diferenciação pedagógica
  • Etapas de planeamento, realização e avaliação de experiências de diferenciação em sala de aula.

AVALIAÇÃO DOS FORMANDOS

Os formandos serão avaliados conforme estipulado na Carta Circular CCPFC -3/2007 da responsabilidade do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua.
«Excelente – de 9 a 10 valores;
Muito Bom – de 8 a 8.9 valores;
Bom – de 6.5 a 7.9 valores;
Regular – de 5 a 6.4 valores;
Insuficiente – de 1 a 4.9 valores.»

A avaliação será realizada da seguinte forma:

– Participação nas atividades durante a realização da ação
– Realização de um trabalho individual de planificação de uma experiência de diferenciação com a respetiva fundamentação, após o termo da ação.

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