Entrevista Motivacional: uma ferramenta transformacional na prática pedagógica

6 Abr

13 horas em processo de acreditação pelo CCPFC

Data da Realização

  • 21 de maio: das 09h00 às 13h00;
  • 27 de maio: das 14h30 às 18h30;
  • 28 de maio: das 09h00 às 14h00.


FORMADORA:

Susana Gonçalves


LOCAL

Sede do SPM

DESTINATÁRIOS:

Docentes de todos os grupos disciplinares

JUSTIFICAÇÃO

A Entrevista Motivacional é definida pelos seus autores Miller e Rollnick (2002) como um “método diretivo centrado no indivíduo, com a finalidade de intensificar a motivação intrínseca para a mudança […]”. Ora, um dos maiores problemas com que os docentes se deparam, atualmente, ao longo do processo de ensino-aprendizagem, é a fraca motivação para as atividades escolares e, em consequência disso, a adoção de comportamentos desviantes, dentro e fora da escola, que se manifestam na resistência à aprendizagem e/ou ao cumprimento de regras de convivência social.

Consideramos que, neste cenário, é pertinente a dinamização desta formação, de forma a dotar os docentes de ferramentas que lhes permitam desenvolver estratégias de comunicação que sejam suscetíveis de combater a resistência à mudança de comportamentos, evitando o confronto com os discentes e criando plataformas de entendimento que fomentem a motivação, contribuindo para o sucesso educativo dos alunos

CONTEÚDOS

1. Reflexão e discussão sobre o conceito de motivação. (30m)

2. Análise dos princípios teóricos da Entrevista Motivacional (1hora)

3. Caraterização do processo de mudança com base no Modelo subjacente à Entrevista Motivacional: Modelo dos Estádios de Mudança (2 horas)

4. Explanação dos fundamentos da entrevista motivacional (1 hora).

5.1. Discussão de casos (1 hora).

6. Ferramentas e princípios de intervenção para cada fase de mudança (2 horas).

7. Estudo de caso (1 hora).

7.1. Construção de um guião de Entrevista Motivacional (1hora e 30 minutos).

8. Prática da Técnica da Entrevista Motivacional (3 horas).

METODOLOGIA DA FORMAÇÃO

Ao longo das sessões será adotada uma metodologia teórico-prática.

A componente teórica (com recurso a metodologias expositivas e a suportes de meios audiovisuais) irá alternar com a componente prática, na qual serão apresentados, pela formadora, materiais práticos e bibliografia de apoio, para análise, reflexão conjunta e realização de trabalhos (utilização e produção de materiais de intervenção educativa, de acordo com a realidade concreta de cada formando).

Serão privilegiados os métodos centrados no envolvimento ativo (cognitivo e motivacional) dos formandos no processo de aprendizagem (ex.: brainstorming; dinâmicas de grupo; debates; reflexão partilhada; reflexão individual; trabalho de grupo e dramatizações).

AVALIAÇÃO DOS FORMANDOS

A avaliação será individual, qualitativa e quantitativa, expressa numa escala numérica de 1 a 10 valores, nos termos previstos na Carta Circular CCPFC – 3/2007, de setembro de 2007, do Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua e com base nos seguintes critérios: 

– Participação na ação – 50%

– Trabalho final – 50%

Escala em uso:

– Excelente: de 9 a 10 valores

– Muito Bom: de 8 a 8,9 valores

– Bom: de 6,5 a 7,9 valores

– Regular: de 5 a 6,4 valores

– Insuficiente: de 0 a 4,9 valores

BIBLIOGRAFIA

  • EPIS (2014: 1-235). Rede de mediadores para o sucesso escolar. Formação inicial de mediadores. Funchal.
  • Miller, W.R. (1994). Motivational interviewing: III. On the ethics of motivational intervention. Behavioural and Cognitive Psychotherapy, 22, 111–123.
  • Miller, W.R. (1999). Toward a theory of motivational interviewing. Motivational Interviewing Newsletter: Updates, Education and training, 6, 2–4.
  • Miller, W.R., & Rollnick, S. (2002).Motivational interviewing: Preparing people for change (2nd ed.). New York: Guilford Press
  • Reeve, J. (1998). Autonomy support as an interpersonal motivating style: Is it teachable? Contemporary Educational Psychology, 23, 312–330.

Inscrição online aqui!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.