A Psicomotricidade – Uma abordagem holística e alternativa

6 Abr

30 horas [15 horas presenciais + 15 horas trabalho autónomo] a validar pela DRE

CALENDARIZAÇÃO – SESSÕES PRESENCIAIS

  • 21 de maio: das 09h00 às 13h00;
  • 27 de maio: das 15h00 às 18h00;
  • 28 de maio: das 09h00 às 13h00;
  • 11 de junho: das 09h00 às 13h00.


FORMADOR

Nuno Pinto

LOCAL

Sede do SPM

DESTINATÁRIOS

Docentes de todos os grupos disciplinares

JUSTIFICAÇÃO

A presente Oficina de Formação propõe-se apresentar a Psicomotricidade como uma metodologia de gestão do processo ensino-aprendizagem, disponível aos docentes de qualquer ano e área de ensino, para o trabalho de conhecimentos e competências transversais a qualquer domínio de aprendizagem (cognitivo, socioafetivo e psicomotor).

Nesta linha de intervenção, no final da presente Oficina de Formação, sob uma perspetiva generalista, pretende-se que os docentes fiquem habilitados a dinamizarem no contexto da sua escola, conteúdos programáticos, assim como a desenvolverem competências nos respetivos discentes, recorrendo a uma metodologia de ensino alternativa às mais comuns (método expositivo dialogado, trabalhos de grupo,…) e que utilizará o corpo como mediador da prossecução dos respetivos objetivos pedagógicos.

Tal propósito ganha relevância, em virtude de as evidências científicas apontarem para o facto de o cruzamento da utilização, de forma correta, de diferentes metodologias de ensino-aprendizagem, por parte dos docentes, a que se soma a vivência corporal, por parte dos alunos, de competências a serem adquiridas, apontarem para o elevar dos níveis motivacionais dos discentes e, por conseguinte, para uma maior probabilidade de sucesso da aprendizagem e durabilidade da mesma.

CONTEÚDOS

– A diversidade da metodologia pedagógica e respetivos fundamentos operacionais.

– A aprendizagem segundo William Blasser.

– Uma abordagem crítica a uma tipologia dos métodos pedagógicos.

– Análise das premissas para uma correta utilização dos métodos pedagógicos afirmativos, interrogativos e ativos.

– Apresentação de um conjunto de métodos pedagógicos ativos.

– A(s) estrutura(s) de implementação de métodos pedagógicos ativos.

– A Psicomotricidade como metodologia facilitadora de aprendizagens nos domínios do saber.

– Os três domínios de aprendizagem e a interdependência entre os mesmos.

– Abordagem conceptual: psicomotricidade, fatores psicomotores e vivência corporal.

– A psicomotricidade versus a atividade/educação física.

– A importância do “jogo” e do “brincar” no processo ensino-aprendizagem.

– O trabalho em sala de aula dos fatores psicomotores como elementos potenciais de preparação e/ou dinamização de aprendizagens. 

– O corpo como mediador da prossecução de objetivos pedagógicos de natureza cognitiva e/ou socioafetivos e/ou (psi)motora.

– A conceção e implementação de atividades de natureza psicomotora como método pedagógico ativo propiciador de aprendizagens nos domínios cognitivo, socio afetivo e (psi)motor.

– Atividades práticas que implicam uma vivência corporal no trabalho pedagógico de conteúdos programáticos decorrentes das áreas em que os docentes desenvolvem a sua intervenção pedagógica.

– A vivência de atividades de natureza psicomotora conduzidas pelo formador.

– A conceção e implementação pelos formandos de atividades de natureza psicomotora.

– Análise crítica deste conjunto de vivências num registo de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação pelo formador.

METODOLOGIA DA FORMAÇÃO

  A presente Oficina de Formação ostenta a coexistência de uma componente teórica e outra prática. Primeiramente, será realizada uma exploração teórica dos conteúdos programáticos, preferencialmente, num registo grupal. Concomitantemente, os formandos serão constantemente desafiados a “saltar” para a dimensão prática, onde terão a possibilidade de vivenciar o que foi abordado numa dimensão teórica.

     Em termos de metodologia pedagógica, iremos utilizar um conjunto de diferentes métodos, desde os mais tradicionais – expositivo dialogado -, passando pelo método interrogativo, assim como por um conjunto de métodos pedagógicos ativos, onde iremos privilegiar as atividades de natureza psicomotora.

     A componente prática de trabalho, a que correspondem as horas não presenciais, consistirá na elaboração individual e implementação, em sessão de formação presencial, de uma atividade onde o processo de aprendizagem se encontra relacionado com um ou vários conteúdos programáticos que façam parte da disciplina que cada docente leciona, em contexto escolar real, e o método pedagógico utilizado será uma atividade psicomotora.

AVALIAÇÃO DOS FORMANDOS

Iremos considerar a avaliação dos formandos, qualitativa e quantitativa, segundo o modelo definido para a formação contínua dos docentes através da Carta Circular CCPFC 3/2007. Deverá refletir, em todas as atividades formativas, presencias e/ou à distância o desempenho do formando.

Escala de Avaliação/Classificação de referência (ECD)

Segundo a Carta Circular CCPFC – 3/2007, de Setembro de 2007

Excelente – de 9 a 10 valores;

Muito Bom – de 8 a 8,9 valores;

Bom – de 6,5 a 7,9 valores;

Regular – de 5 a 6,4 valores;

Insuficiente – de 1 a 4,9 valores

Critérios:

Participação/Intervenções orais ao longo do processo de formação presencial: 

 – pertinência, adequação às temáticas, iniciativa e espírito crítico – 20%;

Plano da Atividade Prática dinamizada na última sessão de formação: 

– aquisição e aplicação dos conhecimentos adquiridos – 40%;

Relatório final – Análise qualitativa com base num conjunto de critérios definidos juntamente com os formandos que avaliará a qualidade da implementação prática da atividade na última sessão:

– qualidade e originalidade do trabalho, espírito crítico, adequação às temáticas, coesão e coerência do discurso – 40%.

BIBLIOGRAFIA

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  7. Fuentes, N. (2018). Preceptoria Parapedagógica na formação docente conscienciológica. Revista de Parapedagogia, Foz do Iguaçu, p. 3-14.
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  23. De Aquino, C. Como aprender: andragogia e as habilidades de aprendizagem. 1ª Ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.

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